terça-feira, 9 de junho de 2009

Porquê que tudo tem que ser tão complicado?

Cada vez me apercebo mais que mesmo as coisas mais simples acabam por se traduzir em grandes complicações. Mas por ‘nossa’ culpa. E não consigo perceber porquê que isso acontece. Ou melhor… até percebo. A culpa é mesmo nossa.
Sempre que existe um evento que temos que planear, isso traduz-se em discussão, zanga, problemas… Um jantar para amigos dá sempre confusão, uma saída com os cunhados dá sempre desavença. Como é óbvio a ida ou organização de uma festa dá sempre em zanga, discussão…e porquê que isto é assim?
Tu tens os teus hobbies, o teu estilo de vida, as tuas opções. A tua rotina. Que é estar em casa, trabalhar, ir ao futebol, ir à missa e ponto final. Isto é o que te agrada. É o que gostas de fazer. É o que te sentes bem a fazer. Para viveres desta forma, acho que não é difícil deduzirmos que serias feliz, como tantas vezes já te disse, sozinho, sem ninguém. Porque é mesmo assim, estás bem em casa sozinho pois ‘entreténs-te’ bem assim, gostas (muito) do teu local de trabalho, com as pessoas que fazem parte dele e dás-te bem assim, vais ao futebol sozinho e não precisas de mais ninguém para te sentires bem, vais à missa sozinho e isso para ti é suficiente. Se assim é, se gostas desta rotina, que é a tua e até podes fazê-la (bem) sozinho, diz-me aonde é que eu encaixo? Eu e o teu filho? É claro que me vais dizer que o teu filho é teu filho e como tal em último caso e porque é bebé e não tem voto na matéria, entra na tua rotina e é ‘obrigado’ a vivê-la (pelo menos para já). Mas o meu caso já é diferente pois tenho vontade própria e capacidade para agir de acordo com o que quero e desejo para mim. E claro, é aqui que temos problemas. Demasiados problemas e sinceramente estou tão cansada que nem forças tenho para discutir. Só acho é que o ser humano não vive só no mundo, não está isolado do que o rodeia, (lembrei-me agora que algo parecido com esta frase costuma estar nos livros escolares nas disciplinas de estudo do meio ou algo do género) é um ser social. Tu ficarias bem se não sociabilizasses. Tu ficas sozinho.
Mas então, porque casaste? Porque quiseste constituir família? Tudo aquilo que te deixa feliz, toda a tua rotina, pode ser alcançado sem nós…É que neste momento temos duas opções: ou paramos de discutir, de argumentar, e cada um começa a levar a sua vida de forma independente e tu ficas com a tua rotina e eu tenho fazer a minha sem ti, a sair sozinha ou com outras pessoas ou então separamo-nos e cada um segue com a sua vida. Acho é que viver no constante tormento de discutir porque quero sair com os cunhados e tu não queres mas até vais, mas vais contrariado e sempre a resmungar e sempre chateado, deixando-me a mim stressada pois sem que tu não tás bem, não queres estar com eles, penso então que não vou mais marcar nada pois sei que isso nos vai trazer problemas. Como não ir almoçar com os meus pais nas tantas vezes que eles nos convidam porque tu não queres, porque tu só queres estar em casa e deixar de ir e ficar em casa. E isto vai de encontro com o que eu disse, eu até posso ir, e até vou com o meu filho, tu ficas em casa, porque não queres ir e assim começam duas vidas paralelas, duas vidas em separado de duas pessoas que vivem na mesma casa mas apenas partilham o espaço e as despesas. Isto não é ter uma vida a dois, não é ter uma vida de casal, não é ter uma família. Para isto não precisavas de casar comigo, para isto como sempre digo, não precisas de mim para ser feliz. e é dói saber que isto é mesmo assim...

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